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Pensamento Crítico

fev 23, 2016 by     No Comments    Posted under: aprendizagem e desenvolvimento

Nunca houve tamanha produção e facilidade de acesso a informações. Muitas são falsas ou imprecisas. Para entender o mundo moderno, é preciso ter habilidade de filtrá-las e interpretá-las.

COMO ENSINAR
No colégio paulistano Móbile, os alunos já receberam a reportagem com questionamentos. “Mas o que você entende por espírito critico? Aqui tem várias aulas que trabalham isso” disse Eric Curi Silveira de 17 anos. “A aula de ética relaciona as noticias com o que estamos aprendendo e faz a gente ver que não são verdades absolutas.” Eric usou os ensinamentos na prática. No começo do ano, passou um abaixo-assinado entre os colegas pedindo mais horas dessa matéria por semana. Conseguiu. Mas foi o ultimo a ficar sabendo, porque não estava na aula em que o anuncio foi feito. (O Móbile não obriga os alunos a entrar na sala).

A atitude critica é reflexo de uma série de atividades desenvolvidas pela escola. Uma delas acontece no curso de História para o 2º ano do ensino médio. Os alunos recebem a tarefa de descobrir tudo sobre um documento antigo que o professor entrega sem indicação do autor ou data. A pesquisa pode ser feita onde eles quiserem, e o professor orienta a classe para sites e lugares, como as embaixadas dos países citados no documento. Eles têm de analisar papéis, avaliar quão confiáveis são as informações que encontram, definir sua relevância para a pesquisa que estão fazendo etc.

Ao final do exercício, cada aluno tem de elaborar um artigo de divulgação cientifica sobre seu documento. “Não me importa o que eles fazem para descobrir que documento é. Por mim, podem até buscar no Google”, diz o professor de História Roberson de Oliveira. “O desafio começa quando eles têm de navegar pelo universo de informações e montar o quebra-cabeça. Ligar o conteúdo do documento ao período histórico que ele representa”.

Esse tipo de ensino é crucial. Só é preciso moderar a ênfase no incentivo à busca solitária de informações. “Não podemos confundir autonomia com individualismo”, diz Luciano Mendes, educador da Universidade Federal de Minas Gerais. “Autonomia é para sujeitos conscientes e responsáveis”.

Por Denise Mineiro
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