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Dificuldades da Aprendizagem (3 de 4)

jun 27, 2013 by     No Comments    Posted under: aprendizagem e desenvolvimento

Percepções sensoriais
São responsáveis pelo conhecimento do mundo externo e dos objetos, sendo os responsáveis por estas percepções. São elas:

Percepções sensoriais

Percepção auditiva
Trata-se do reconhecimento sonoro e a compreensão dos estímulos sonoros vindos do ambiente. Estes sons são recebidos pelo órgão do sentido, o ouvido, que transmite o estimulo ao cérebro onde acontece a interpretação, compreensão e decodificação dos diferentes estímulos sonoros. Para que este processo ocorra, devemos poder discriminar um som entre os demais existentes, a isso denominamos discriminação auditiva.

Todo este processo desde a discriminação até a decodificação é importante para a alfabetização, pois na língua portuguesa temos sons surdos e sonoros. Os professores devem estimular os alunos com diferentes recursos auditivos para que eles fixem os conceitos.  Devem cantar com rimas, falar cadenciado a tabuada,e assim por diante.  Esse processo é importante na aquisição da linguagem, e em todo processo de aprender a falar para depois escrever. Saber reproduzir um som tem a ver com saber ouvi-lo.
Quando a criança apresenta alguma dificuldade auditiva terá provavelmente dificuldades em relação à alfabetização apresentando trocas de sons. Ex: vaca por faca.

Dificuldades de discriminação auditiva:

Envolvem problemas auditivos, relacionados com a discriminação dos sons, sobretudo com aqueles que estão acusticamente muito próximos uns dos outros e que, por terem os mesmos pontos de articulação levam a criança a confundir os fonemas: fez, vez.

Na leitura, as dificuldades de discriminação auditiva constatadas mais freqüentemente são:

⇒ Troca de consoante surda por sonora:

Ex: f e v;       p e b;       ch e j ;      t e d;       s e z;        c e g.

⇒ Troca de vogal oral por nasal:

Ex: an e a;     en e e;      in e i;       on e o;     um e u.

⇒ Pontuação ausente ou inadequada:

Ex: Acendeu, acedeu.

⇒ Incapacidade para ouvir sons iniciais ou finais das palavras:

Ex: Tia, dia.

⇒ Análise e síntese auditiva deficiente: a criança não é capaz de separar uma palavra em sílaba ou sons individuais e juntá-los na formação de outras palavras.

∙ Soletração: Existem crianças que são incapazes de mentalizar e reorganizar auditivamente as letras, ou seja, tem dificuldade de soletrar. A limitação na escrita será resultado da incapacidade para ler.

Percepção olfativa
É através da percepção olfativa que discriminamos diferentes odores, o órgão do sentido do olfato é o nariz que nos faz perceber e discriminar cheiros agradáveis ou desagradáveis. Importante oferecer para aos alunos a oportunidade de  sentirem variados cheiros.

Percepção tátil
É a pele, o órgão do sentido responsável pela percepção tátil. É através dela que reconhecemos e conhecemos as diferentes texturas dos objetos, além das suas dimensões, formas e  estados térmicos. As mãos, entre outras partes do nosso corpo, são responsáveis por estes reconhecimentos.

A criança percebe o mundo pegando os objetos, percebendo se cabem ou não na sua mão, se a sua textura é agradável ou não. Favorecer aos alunos a oportunidade de sentirem diferentes texturas.

Percepção gustativa
Através das papilas que se encontram na língua é que vamos sentir e discriminar o gosto dos alimentos: quente ou frio, doce ou salgado, azedo ou amargo, gostoso ou ruim. Proporcionar aos alunos a oportunidade de degustarem diversos tipos de alimentos.

Percepção visual
A percepção visual é a capacidade que temos de organizar as informações recebidas através do órgão do sentido que é a visão. O desenvolvimento desta percepção envolve a discriminação visual. Discriminar visualmente algo é decompor este objeto em diferentes elementos, e assim fazer uma analise.
Entre as dificuldades de discriminação visual destacamos:

⇒ Confusão de letras ou palavras semelhantes: a criança não nota detalhes, não consegue ver configurações gerais. Ex: bota, bola.

⇒ Dificuldade no ritmo da leitura: a criança percebe a palavra quando mostrada devagar, mas não consegue ler as palavras mostradas com rapidez.

⇒ Reversão: troca o b por d.  Ex: bebo, dedo.

⇒ Inversão: lê o u em lugar do n. o p em lugar do b. Ex: pouco, ponco;   bala, pala.

⇒ Dificuldade em seguir seqüências visuais: a criança lê a palavra mas quando é pedido para organizá-la em sílabas, erra a ordem e a soletração. Ex: ave, vea.

⇒ Dificuldade em ler da esquerda para a direita: a criança não respeita o sentido correto da leitura, o que resulta na escrita especular ou em espelho. Ex: tatu, utat.

⇒ Adição: a criança lê frases adicionando palavras que não estavam no texto.

Ex: O lago é azul!

    O lago é muito azul!

⇒ Omissão: Lê omitindo palavras ou frases inteiras.

Ex: A bola colorida e grande pulou.

    A bola pulou.

⇒ Repetição: repete palavras, linhas e parágrafos.

Ex: O sol brilhou brilhou forte no céu.

⇒ Substituição: troca as palavras, mantendo ou alterando o significado da frase.

Ex: O garoto vestiu a camisa.

     O garoto colocou a camisa.

⇒ Agregação: lê acrescentando letras às palavras. Ex: caderneta, carderneta.

Há dois (2) tipos de problemas ligados à discriminação visual:
1) defeito de visão (corrigível com uso de lentes apropriadas);
2) incapacidade para diferenciar, interpretar ou recordar palavras, devido a uma disfunção do sistema nervoso central.

Caso ela não se enquadre nos dois casos acima, poderá ainda apresentar dificuldades de discriminação visual no início de alfabetização, por falta de estímulo dessa habilidade na época pré-escolar.

A percepção visual é a mais ampla das percepções e esta percepção comprometida por algum razão prejudicara tanto na área de Humanas como na de Exatas, pois envolve muitos aspectos como constância de percepção. Por exemplo, podemos citar, os desenhos de figuras, um elefante será sempre maior que um gato, independente de desenharmos este gato muito grande. A forma, posição / cor, detalhes internos e externos e a constância de percepção também envolvem esta percepção.

A constância de percepção e a forma tem muita importância no processo de alfabetização, pois é imprescindível que a criança saiba que a letra A, será sempre A, independente da forma com que for grafada A, a. a  A , ou ainda da cor , do tamanho , da posição que ocupa na palavra .

A formação dos conceitos se dá da mesma forma, uma cadeira, será sempre uma cadeira, independente do tamanho do material que é feito, da cor, do formato, ela sempre terá 4 pernas, um acento , um encosto.

Figura-fundo
É a capacidade que temos em fixar nossa atenção a um determinado estimulo, conseguindo destacá-lo dos demais existentes no espaço. A percepção figura-fundo depende do desenvolvimento e do estágio de atenção das crianças.
Esta percepção envolve o desenvolvimento da análise e síntese, sabemos que para que a criança tenha um bom desempenho no âmbito escolar, deverá ter a capacidade de prestar atenção a diferentes estímulos podendo mudar seu foco de atenção quando este for necessário. Crianças com distúrbio de atenção (T.D.A) apresentam falhas no desenvolvimento desta percepção.
A percepção figura fundo quando não bem trabalhada interferira no processo de alfabetização , requerendo o trabalho com analise e síntese tanto na formação de palavras assim com nos ditados , nas cópias;   enfim na produção da escrita em geral . Proporcionar brincadeiras de busca de figuras escondidas em um desenho ; pedir que observar o livro: “Onde está Wally?”

Posição espacial
É a capacidade que a criança tem em relacionar se com os objetos, esta percepção tem relação com a orientação espacial, isto é com as noções de frente trás, lados, ela envolve o conceito de posição e direção.

É importante no processo de alfabetização saber para que lado deve se escrever um número ou uma letra faz diferença.

Se escrevermos o nº 3 invertido será a letra E, ou então se escrevemos b invertendo o lado estaremos escrevendo d ou ainda podemos inverter para baixo ou para cima escrevendo p b.

Orientar se no espaço é perceber a relação entre o nosso corpo e os objetos que nos cercam. A capacidade que temos de nos situarmos, sabermos se passamos ou não entre duas extremidades. É através desta percepção que a criança consegue se locomover no espaço adequadamente. Ela se forma durante as fases sensório-motora e intuitiva.

⇒ Distúrbio topográfico: É a incapacidade que algumas crianças têm de compreender legendas, mapas, gráficos, globos e maquetes. Tem dificuldade para entender a escala simbólica que está sendo usada para definir o espaço real.

Relação espacial
É a capacidade que temos de perceber a relação dos objetos entre si, ou em relação a nós mesmos. Esta percepção estabelece as relações de proximidade entre objetos, envolvendo um processo de observação simultâneo de identificação e ordenação.

A noção da relação dos objetos , a posição que ocupam no espaço entre si, interfere no modo como os observo, o lugar que ocupa,  a identificação e sua ordenação. Sendo assim a colocação das letras não poderá ser aleatória, nesse caso poderá interferir no seu significado; as letras A O R M, dependendo de sua posição na escrita podem significar diferentes palavras: AMOR / MORA / Roma / RAMO, neste exemplo usamos sempre as mesmas letras porem em posições diferentes. Outros exemplos: PRETO / PERTO ou CORPO / PORCO.

Esta percepção é importante para a formação do raciocínio lógico, para resolução de problemas assim com nas elaborações de palavras, frases e textos.

Para que uma frase esteja bem formulada, as palavras devem ocupar determinado lugar, pois dependendo da colocação delas nas frases esta poderá ter sentidos diferentes.



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