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Aquisição da Escrita (3 de 3)

fev 21, 2014 by     No Comments    Posted under: aprendizagem e desenvolvimento, destaque

Para se adquirir a leitura e a escrita os métodos podem ser sugeridos em um trabalho escolar ou clinico e são divididos em 5 níveis.

Para ler a primeira parte, clique aqui

Para ler a segunda parte, clique aqui

São eles:

  1. Fase pré-silábica
  2. Intermediaria
  3. Fase silábica
  4. Fase silábica-alfabética
  5. Fase alfabética

Nível 1- pré-silábica

A Criança:

–  Não estabelece vínculo entre a fala e a escrita;

–  Supõe que a escrita é outra forma de desenhar ou de representar coisas e usa desenhos, garatujas e rabiscos para escrever;

– Demonstra intenção de escrever através de traçados linear com formas diferentes;

– Supõe que a escrita representa o nome dos objetos e não os objetos; coisas grandes devem ter nomes grandes, coisas pequenas devem ter nomes pequenos;

– Usa letras do próprio nome ou letras e números na mesma palavra;

– Pode conhecer ou não os sons de algumas letras ou de todas elas;

– Faz registros diferentes entre palavras modificando a quantidade e a posição e fazendo variações nos caracteres;

– Caracteriza uma palavra com uma letra inicial;

– Tem leitura global, individual e instável do que escreve; só ela o que quis escrever;

– Supõe que para algo poder ser lido precisa ter n mínimo de duas a quatro grafias, geralmente três (hipóteses da quantidade mínima de caracteres); supõe que para algo poder ser lido precisa ter grafias variadas (hipótese da variedade de caracteres).

Desafio: Qual é o significado dos sinais escritos?


Nível 2- Intermediário I

A criança:

– Sabe que a escrita é uma forma de representação.

– Pode usar letras ou pseudoletras, garatujas e números.

– Não compreende que a escrita é a representação da fala.

– Organiza as letras em quantidade (mínimo e máximo de letras para ler).

– Vai direto para o significado, sem passar para sonora.

– Variação de letras – ALSI (elefante).

– Ela relaciona o tamanho da palavra com o tamanho do objeto (Realismo Normal);

– Começa a ter consciência de que existe alguma relação entre a pronúncia e a escrita;

– Começa a desvincular a escrita das imagens e números das letras;

– Só demonstra estabilidade ao escrever seu nome ou palavras que teve oportunidade e interesse de gravar. Esta estabilidade independe da estruturação do sistema de escrita;

– Conserva as hipóteses da quantidade mínima e da variedade de caracteres.

Desafio: Como resolver a hipótese de que a escrita se vincula com a pronúncia das partes da palavra?


Nível 3- Hipótese Silábica

A criança:

– Já supõe que a escrita representa a fala;

– Tenta fonetizar a escrita e dar valor sonoro às letras;

– Pode ter adquirido, ou não, a compreensão do valor sonoro convencional das letras;

– Já supõe que a menor unidade da língua seja a sílaba;

– Supõe que deve escrever tantos sinais quantas forem as vezes que mexe a boca, ou seja, para cada sílaba oral corresponde uma letra ou um sinal;

– Em frases, pode escrever uma letra para cada palavra.

Desafio: Como compatibilizar, na escrita ou na leitura das palavras monossílabas e dissílabas, a idéia de quantidade mínima e de variedade de caracteres, se ela supõe que as palavras podem ser escritas com uma ou com duas letras?

– Ao ler as palavras que escreveu, o que fazer com as letras que sobraram no meio das palavras (almofade) ou no final (sobrantes)?

– Se coisas diferentes devem ser escritas de maneira diferente, como organizar as letras na palavra?

Esta fase silábica pode ler dois desdobramentos:

1. Sem valor sonoro:

– Ainda não faz relação com o som com a grafia.

– Usa uma letra para representar cada sílaba, sem se preocupar com o valor sonoro.

Ex: BOLA___PT

        CAVALO___BUP

2. Com valor sonoro:

– A escrita representa a fala.

– Percebe a relação do som com a grafia.

– Escreve uma letra para cada sílaba.

Ex: BOLA___OA (valor sonoro só nas vogais)

        BOLA___BL (só usa consoantes)

Nível 4- Alfabética

 A criança:

–  Inicia a superação da hipótese silábica;

–  Compreende que a escrita representa o som da fala;

–  Combina só vogais ou só consoantes, fazendo grafias equivalentes para palavras  diferentes. Por exemplo, AO para gato ou ML para mola e mula;

–  Pode combinar vogais e consoantes numa mesma palavra, numa tentativa de  combinar sons, sem tornar, ainda, sua escrita socializável. Por exemplo, CAL para cavalo;

–  Passa a fazer uma leitura termo a termo (não global).

Desafio: Como conciliar a hipótese silábica com a hipótese da quantidade  mínima de caracteres?

–  Como adequar as formas gráficas que o meio lhe propõe à leitura dessas formas?

–  Como separar palavras ao escrever, quando elas não são separadas na fala?

–  Como tornar a escrita socializável, possível de ser lida por pessoas?

–  Apresenta a escrita algumas vezes com sílabas completas e outras incompletas.

–  Alterna escrita silábica com alfabética.

Ex: CAVALO____CVLU

        TOMATE____TOMT

Nível 5- hipótese Alfabética.

 A criança:

–  Compreende que a escrita tem uma função social: a comunicação;

–  Compreende o modo de construção do código da escrita;

–  Compreende que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores menores   que a sílaba;

–  Conhece o valor sonoro de todas as letras ou de quase todas;

–  Pode ainda não separar todas as palavras nas frases;

–  Omite letras quando mistura as hipóteses alfabética e silábica;

–  Não tem problemas de escrita no que se refere a conceito;

–  Não é ortográfica nem léxica.

Desafio: Como entender que falamos de um jeito e escrevemos de outro?

–  Como aprender as convenções da língua?

–  Como distinguir letras, sílabas e frases?

–  Faz a correspondência entre fonemas (som) e grafemas (letras).

–  Escreve como fala.

Ex: CAVALO____KAVALU

        TOMATE____TUMATI

Para ler a primeira parte, clique aqui

Para ler a segunda parte, clique aqui

 

Por Denise Mineiro,
artigo baseado no Portal da Educação

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